
Dias atrás eu soube de um novo períodico que seria lançado no Brasil. O Le Monde Diplomatique Brasil. Uma versão brasileira do renomado veículo que trata de política internacional.
A edição é mensal com uma tiragem inicial de 40.000 exemplares.
A proposta não é ser um noticioso. Não vai abordar notícias. Mas sim TEMAS. Em especial a discussão dos cenários internacionais politico e cultural. Além de temas relacionados à democracia, economia, ciência e meio ambiente.
Fui seco na banca comprar o primeiro exemplar, muito bonito por sinal. Elegantemente diagramado e na capa uma ilustração feita por Renato Alarcão.
É muito bom ver um novo orgão de imprensa que não entre na correnteza do pensamento único assumido pelas empresas de comunicação. Hoje, quando se lê ou se assiste um jornal, quando se lê uma revista semanal tem-se a impressão de que foram produzidos por uma única pessoa.
Não pretendo assinar o Diplô, como é conhecido, assim como não assino a Caros Amigos que leio mensal e vorazmente. Gosto mesmo é de ir na banca. Vou no canto onde ficam as revistas de comunistas e compro (risos).
O destaque da primeira edição fica por conta de uma entrevista com Noam Chomsky. Discute-se principalmente os rumos da democracia americana e o poder da imprensa como fábricante de consensos através da manipulação e o seu efeito nefasto à democracia. Mencionou-se um termo que achei interessante: TINA. Palavra formada com as iniciais da expressão inglesa "There Is No Alternative" (não há alternativa), utilizada por Margaret Thatcher para proclamar o caráter inelutável do capitalismo neoliberal.
Eu ainda estou lendo. Porque, ao contrário da Folha onde tudo é transformado em Infográfico, o Le Monde tem texto e, ao que me parece, com qualidade e profundidade. Só sei que é muito saudável ver algo novo e diferenciado. Com possibilidade de pluralismo. Diferente das coberturas uníssonas de Vejas, Isto És, Estados da vida.
5 comentários:
Ainda a esperança enquanto não chegarmos ao fim do túnel, o coração humano fica do lado esquerdo, como já disse Requião. Acontece que ao meu ver a esperança é única, não há de existir humnidade sem o sentimento de esquerda. O Fracasso do Leste Europeu e grande parte da Ásia socialista não quer dizer que o capitalismo (Lê-se Neo-liberalismo) venceu! Ele não é alternativa visto que nos é imposto! A liberdade nesse regime é só a de consumir e mais nada.
Luto contra a corrente conformista que diz que se fica de direita ao envelhecer, prefiro me manter assim, livre de pensamento e de esperança e quiça um dia possamos ver o sol nascer para todos.
Em tempo, não deixo de ressaltar a importância histórica do jornal o Pasquim e também do extinto hebdomadário Bundas,(que muito citavam o Le Monde Diplomatique) focos tupiniquins de resistência ao pensamento comum e ordinário que nos assola.
Parabéns meu amigo.
Eu querooooooooooooo!!!
E, by the way, VLADI PRA PRESIDENTE! :)
Não... O Vlad será ministro da cultura, né Vlad? Com plenos poderes... (risos)
Fechado.
Vlad, passa no meu blog pra vc dar uma olhada no barrigão :) ... tá tudo bem com vc? Manda notícias.
Bem, Ministro da Cultura? Será que eu ficaria bem indo de câmera em câmera com violão na mão cantando “Preta, preta, pretinha...”?
Eu estou ótimo, apensas numa lida desgraçada, estou treinando para virar Coreano, eu dou um pulo lá sim (no seu blog, Cíntia), vou ver se consta o endereço nos links do Marcelo, ou mesmo eu pego com ele depois.
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