
Ando descuidando do meu blog ultimamente. Tenho deixado-o meio de lado e desatualizado. É tudo culpa do Ubuntu.
Ubuntu é um sistema operacional (o Windows é um sistema operacional também). A diferença é que o Ubuntu é um sistema operacional gratuito baseado em Linux. Não é preciso pagar para usá-lo.
Como boa parte das minhas idéias são contra-hegemônicas, o meu posicionamento em relação à informática não poderia ser diferente.
Costumo dizer que dá pra ser de esquerda até em jardinagem. Eu diria que a esquerda da informática é o software livre, de código aberto. Livre por ser gratuito e de código aberto pois quem o distribui revela a todos a "receita do bolo". Revela como o programa foi feito.
A idéia é que outras pessoas, de posse da "receita", possam melhorá-lo e passar as melhorias adiante. É o CopyLeft. A garantia de gratuidade e impossibilidade se registrar o software. A "pirataria" é incentivada neste caso. Copie, distribua.
Criado por um finlandês chamado Linus Torvalds, o Linux conta hoje com inúmeras versões, conhecidas como distribuições. O Ubuntu é uma delas.
Esses sistemas são desenvolvidos de maneira colaborativa e cooperativa em escala mundial. Isso assegura a melhoria contínua do sistema operacional. O Ubuntu em particular está "pegando" pois é a distribuição Linux mais amigável lançada até o momento. O Bill pode pagar muita gente para tentar dar jeito no seu RUIndows, mas não dá pra competir com o NÚMERO de cabeças que não desistem de fazer versões cada vez mais aprimoradas de Linux.
O uso é bem intuitivo e muitas chatices das distribuições mais antigas do Linux foram eliminadas deixando o uso ainda mais fácil para um usuário leigo.
Este post, por exemplo, foi feito num desktop rodando o tal Ubuntu.
No site www.ubuntu.com é possível baixar um CD que, uma vez gravado, permite executar o Ubuntu sem ter que instalá-lo no micro. É o que se costuma chamar de Live CD. Claro, a partir do CD é possível instalá-lo no micro e usufruir de mais funcionalidades.
Lembro-me de ter instalado o Windows XP neste micro e de ter levado mais de 50 minutos. A do Ubuntu levou 20. E já incluiu um pacote Office chamado OpenOffice, bem completinho e que faz tudo que o MS Office faz. Terminada a instalação ele reconheceu o roteador, conseguiu acessar a internet e enxergou o meu note na rede. Vai fazer isso no XP...
E o filho da mãe ainda por cima "enxerga" TUDO que está gravado no Windows. Dá até pra rodar programas Windows através de um programinha chamado Wine.
Não precisa ter um CD Ubuntu Inglês, outro em Português. Você escolhe o idioma e ele assume o idioma.
Impressora? Não precisa instalar nada. Bastou ligar a impressora e ele informa no DeskTop: HP LaserJet 1300 Pronta. Isso sim é plug and play.
No Windows é Plug and Pray.
Ele é mais leve, exige menos recursos da máquina, é mais estável, menos vulnerável a vírus. O meu amigo advogado Fabio começou a usar a pouco tempo. E se encantou com as facilidades.
"Cliquei num link suspeito sem querer e o Ubuntu falou: É vírus, não vou executar."
Tenho me divertido TENTANDO achar coisas que eu não consiga fazer no Ubuntu. Estou aprendendo e bem entusiasmado com a possibilidade de popularização.
Vários fabricantes de computadores no Brasil já demonstraram interesse em comercializar máquinas com o Ubuntu pré instalado. Órgãos governamentais JAMAIS deveriam pagar licenças de software. Eu pagando imposto pra virar grana pro Bill Gates? Me recuso! : - )
A Microsiga lançou uma versão do seu sistema Protheus para rodar em Ubuntu. Isso eu ainda não testei. Estou me divertindo, não trabalhando...






