quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

A festa do ano


Todo natal a turma (composta por Renato, Vlad, Luizinho, Fabião, Marcelinho, por mim e demais satélites) nos reunimos depois da ceia familiar para uma zueira, para bebermos e animarmos um pouco o dito "espírito natalino".

Este ano o combinado era que todos iríamos para a casa do Fabião-advogado. Acontece que dias antes foi a festa de fim de ano da produtora do Marcelinho na casa do mesmo Fabião, em São Roque. O pessoal exagerou e todos passaram o natal totalmente coalhados. Eu bebi com moderação, me retirei antes da tragédia alcoólica e consegui sobreviver.

O Renato soube que haveria uma festa estilo "remember" de uma antiga casa noturna de São Caetano: a Twist's. Ele próprio, vitimado pela ressaca-guerra, acabaria não indo. Eu sempre quis ir nesta festa. Mas nunca ficava sabendo da data. Agora com o site da festa integrando os meus favoritos eu não perco mais.

Eu, adolescente nunca fui muito baladeiro. Mas um pouquinho mais velho, eu peguei gosto pela coisa. Não pela azaração (sou e sempre fui um zero a esquerda) mas por curtir dançar mesmo. A prova disso era o estado lastimável que eu saía da baladinha. Totalmente encharcado de suor. A Twist's fez muito sucesso entre 92 e 97. Depois fechou as postas. Na época ela tocava os primordios da cena eletrônica regada a muito house, garage e jungle. Os meus principais parceiros eram o Ba (acreditem: um japonês chamado SeBAstião), Alexandre (X-Man, "X" para íntimos) e mais tarde o Fabio loirinho (alcunhado recentemente como Fabio-Puxa-O-Berro).

Onde era a casa hoje funciona um buffet que por sinal abrigou a festa de casamento do Fabião-advogado. A festa foi no mesmo lugar. Foi sensacional. O set list (lista de músicas) foi formidável. Na época que eu frequentava as músicas legais, que faziam o povo sair do bar para ir para pista, eram intercaladas com algumas mais chatinhas. Ontem não teve disso. Foi uma seqüência de tirar o fôlego. Começava uma música e ouvia-se em coro: "NOOOOOOOOSSA". Apesar da beleza das frequentadoras, eu não estava nem aí para elas, nem tampouco para o open bar de chopp que se estendeu até quase 5 da manhã. Eu só queria mesmo era me matar de dançar. E consegui.

Luizinho, Fabio-Puxa-O-Berro (o porquê desse apelido dá um post legal) e o X-Man (lê-se éx-men) testemunharam essa balada incrível. Todos riram e concordaram comigo quando eu disse: "Daqui a uns 30 anos esse vai ser o nosso baile da saudade."

No começo da festa eu adverti: "X, você é um senhor de 34 anos e cabelos grisalhos. Tenha calma." Não adiantou. Ele se matou de dançar do jeito que só ele sabe, e acabou com uma dor de cabeça monstruosa. Em solidariedade ao seu estado, eu e os demais nos comprometemos a irmos embora as 6 da manhã. Foi quando o Ricardo Guedes, o DJ, anunciou: "Hoje, até as noooooove da manhã!!!". Apesar da tentação, cumprimos o nosso trato com o "X" fomos embora às seis, com a sensação do dever sagrado de nos divertir rigorosamente cumprido.

3 comentários:

cintia disse...

O "X" com 34 anos realmente é incrível. Má, manda um beijo pra esse pessoal: X, Ba... Saudades deles...

cintia disse...

Ah! "Wish you were here" é uma das músicas da minha vida... Adoro.

Anônimo disse...
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