quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Meu primeiro PodCast

Eu aprendi a adicionar PodCasts no blog usando um tal de podOmatic.com.
Para a estréia, eu selecionei a interpretação livre de Antônio Abujamra - no programa Provocações da TV Cultura - para o trecho VIII - Num Meio-Dia de Fim de Primavera, do poema O Guardador de Rebanho de Fernando Pessoa, sob o heterônimo de Alberto Caieiro.

Por dois anos seguidos eu enviei o áudio desta interpretação para os meus amigos como mensagem de Natal. É um poema formidável, cuja íntegra é bem maior, além de mais ácida e árida. A leitura do Abu dispensa comentários. Espero que gostem.

Testem para ver se funciona direitinho. Se der certo, quem sabe eu mesmo não narrarei os meus próprios podcasts. Basta clicar no botãozinho Play abaixo. Reparei que as vezes é preciso clicar mais de uma vez.

4 comentários:

cintia disse...

você é um ateu bem fajuto viu? isso é tão `divino`...

Marcelo disse...

EU?!?!?!?
Um ateu fajuto???
Imagina!!!
JUSTAMENTE o contrário...
O Alberto Caieiro é um ateu confesso. Lendo a íntegra do Guardador de Rebanho percebe-se isso nitidamente.
Pense no trechinho:
"Esta é a história do meu menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?"

cintia disse...

Acho que vc não entendeu... "isso é tão 'divino'"... significando que é tão lindo ... É isso.

Camila disse...

Falando em ateísmo, li isso aqui hoje e lembrei-me de você:

"Ateu convicto e sabidamente hedonista, abominando tanto a religião quanto os fanáticos religiosos com o mesmo ardor exaltado com que seu avô e seu bisavô tinham observado cada letra e cada vírgula da Torá, Menahem Baraz exercia sua liberdade de opinião a ponto de ceder ao exibicionismo: fumava em público durante o shabat, devorava com prazer e sem a menor cerimônia comida proibida, treifá, perseguia os prazeres do mundo, levado por uma melancólica consciência da brevidade da vida e por uma apaixonada negação da existência de uma vida após a morte e das noções de castigo e julgamento divinos. Esse seguidor de Epicuro e Voltaire acreditava que o homem deve estender a mão e agarrar com decisão o que a vida lhe oferece, gozando à vontade de tudo o que bem desejar, com a condição de não agredir o próximo, não o humilhar, nem lhe causar sofrimento." (Amós Oz, De Amor e Trevas, p. 107)

Bjs!